setembro 13, 2011



☺☻3☻Tentou muito. Tentou arduamente se lembrar. Afora uma especulação absurda, de uma fieira de eventos passados. Em brancas nuvens, os trinta dias contados, caindo delas. Como um amnésico, em risco de lembrar, se esquecera dos fatos. Neste Setembro escorregadio, de nuvens em friagens, embromadas. Lá ele veio, para cá, para o fato, de sempre. Do acontecer em floreiras e caules e fruteiras. Santo que santo é o frade, calado, consentindo. Abriu seu verbo pecadoribus adentro, rezadeiras, de curas. Um corredor imenso dentro de um outro corredor, dentro de outro ainda. Por fora uma parede caiada, ali, no intramuros, sem infinitos. Um rio de paredes brancas e um ninho encravado numa de suas lápides de arrimo. Nasce um horizonte ao longe, em perspectiva, de prateleiras, crias e caramelos. As tetas das cachorras, espremem, alentam, filhotes. Tios e tias e tios e tias e tios e tias e tios e tias. Nenhum que lhe servisse colo para almofada. Um bode, cantou, um cão, trinou, um lorde. Além da cerca do vizinho São Sebastião do Mar Afora. Rio, rio, rio, rio, rio, rio, rio, rio, rio, rio, rio. E outros gargalham, um perfume adocicado de cana no engenho. O anjo caiu aqui num Setembro, de todos, tão igual, no florido. Um candeeiro, dois candeeiros, três ganidos. Shiva, guaraná, bala de revólver, onde se anda a pé, Canudos. Mais que uma criatura, uma fome de curaus e canjiquinhas. Um pote de água da bica e dois acarajés em arremate. Angelicamente dispostos, cachimbas, pilhas, em fila indiana. Pai com pai, mãe com mãe, filho com filho. A cantilena adentrou a noite. O turista aprendiz por falta de mais uma, textura, em jirau. Para um tétano, no arriscado dormir, sob a armadura de ferro, da extinta janela. Garatujas de branco sobre branco, intentos, rendilhados, sensuais. A fumaça do engenho de cana, ainda, apesar da noite alta, entontece. Luas, lá, e cá.☺☻♂☻






texto: beto palaio

ilustração: fernando vilela

exposição: família borges

Nenhum comentário: